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Turma da mônica

O seriado animado Turma da Mônica. (da esquerda para direita: Cebolinha e Mônica, personagens icônicos do seriado)

Saudações... e tudo de mais. Eu me chamo Max, tenho 12 anos de idade, e sou um grande fã da Turma da Mônica. Quando eu tinha 8 anos, eu criei a "Turma da Júlia", uma espécie de Turma da Mônica do futuro. Mas o problema é que, um dia, eu estive conversando com o Maurício no Facebook, então o dei boa noite para o mesmo, e fui dormir.

Depois disso, por mais incrível que pareça, eu tive um pesadelo terrível.

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O estúdio da MSP estava cheio, pois naquele dia, a Turma da Mônica estava comemorando os 50 anos da turminha mais famosa do Brasil. Eu e minha mãe estávamos curtindo a boa daquela festa. Ela disse algumas "besteiras" como "estava muito orgulhosa de mim", "que sempre ia estar do meu lado para me apoiar" e coisas parecidas. Depois de um tempo, o Maurício me presenteou também, com vários materiais para eu produzir a minha tão amada "Turma da Júlia", e todos os meus amigos estavam contentes com toda a situação, todos eles me davam forças para continuar.

Mas eu estava aparentemente enganado quando achei que tudo iria ser bom comigo.

Após o fim da festa, o que aconteceu por aí, ás 15:00 da tarde, foi no mínimo aceitável. Minha mãe estava me levando pra casa, estávamos na companhia dos meus quatro amigos: Marina, Gabriel, Guillermo e Israel, que estavam indo junto comigo para casa, enquanto meus outros amigos pegaram direções diferentes e já tinham desaparecido de nossa vista.

Mas foi a partir daí que as coisas começaram a ficar estranhas.

– Como foi criar a "Turma da Júlia"? — Meus amigos me perguntavam incansavelmente, pelo caminho.

Quando estávamos na metade do caminho, nada se via em frente, a não ser extensas estradas de milharais, alguns carros, e a visão do céu: nublado e acizentado, quase sem vida. Um de meus colegas optou por atravessar uma estrada congestionada por vários automóveis. Inicialmente, pensei que alguém iria discordar, mas todos pareceram aceitar e, calados, prosseguimos.

Eu não tinha notado antes de Israel virar a cabeça e, aos cochichos, falar para mim, mas o grande problema é que os carros, naquele momento, estavam andando sozinhos, sem nenhum passageiro dentro. Nós seis começamos a ficar apavorados quando vislumbramos aquilo. Algumas casas, com paredes desbotadas, mortas e janelas quebradas apareciam quando nós caminhávamos para a frente. Eram fileiras e filerias que não acabavam nunca, e em alguns vislumbres rápidos, eu podia ver, detrás das janelas, corpos magérrimos e com olhos totalmente brancos, que pareciam estar osbervando-nos caminhar por ali, o que me assustou ainda mais. Até que vimos uma coisa que nos deixou de cabelos arrepiados.

Estava do outro lado da rua, coberto por uma névoa escura. Era um OUTRO estúdio da MSP, só que esse era mais pobre. Não consigo me lembrar de como era o local, já que ele estava quase completamente coberto pela névoa, e o céu acizentado e escuro também não ajudava. A imagem de como era esse estúdio talvez estava em um vídeo qualquer no youtube, só que o canal foi excluído. Lá na porta do estúdio, estavam os outros amigos nossos, que pegaram a outra direção.

Eduardo, Gisele, Lucas e Alice estavam que nem loucos tocando a campainha, todos juntos, esperando que alguém atendesse. Os quatro estavam aos cochicos e em uma folia bem psicodélica, o que chegava a ser muito estranho. A algazarra era grande.

Eu, minha mãe (que por sinal, já estava cheia de tudo aquilo) e meus outros amigos se aproximamos.

– O que os quatro estão fazendo? Que lugar é esse? Vocês deviam estar em c-a-s-a! Em casa! Os pais de vocês devem estar preocupados! — Minha mãe se intrometeu, com um tom de voz alterado, provavelmente por já estar muito cansada.

Mas, para a nossa surpresa, nenhum deles nos escutaram. Eles continuavam a gritar e continuar naquela loucura perto da porta do estúdio. Como se eles estivessem em uma espécie de... transe? Eu e meus amigos continuamos a tentar alertar eles, mas sem sucesso nenhum. Eduardo, Gisele, Lucas e Alice continaram com a baderna, mas, ao mesmo tempo, "paralizados".

Nós nos afastamos deles, já com muito medo daquilo. Eu comecei a olhar o local, e avisei que havia uma entrada pelos fundos, então nós seis entramos. A entrada dos fundos era um portão enferrujado, que nos levou para uma espécie de "beco" bem mal iluminado. Mas aquilo não era nem a ponta do Iceberg. A coisa que eu avistei me deixou paralisado de medo.

Era Maurício, agachado em um banco, chorando que nem criançinha. Dentro daquele beco haviam várias caixas jogadas, todas com a palavra MÔNICAescrita com caneta permanente vermelha. Ele estavam com suas mãos em seu rosto. Minha mãe e meus amigos se afastaram com dois passos para trás, tão horrorizados quanto eu.

Como eu estava assustado e confuso ao mesmo tempo, eu logo o perguntei:

– M-Mauricio, que cara é essa? — Eu estava assustado e confuso ao mesmo tempo, até gaguejei um pouco.

– Eu não conheço você, vá embora! — Ele me respondeu, soluçando e com em uma agonia grotesca. O corpo dele tremia, e as lágrimas escorriam sem parar. Enquanto ele chorava, eu virei a cabeça e vi minha mãe e meus amigos, com rostos preocupados virados para mim e para o Maurício. Minha mãe iria gritar "SAIA DAÍ, AGORA!" á qualquer momento, enquanto meus amigos apenas observavam.

Neste momento, eu tentei dialoguei com ele.

– Mas eu estava no estúdio, nós estávamos comemorando os 50 anos da Mônica! Você até me presenteou! — Neste momento, eu tentei dialogar com ele e dei dois passos para frente. 

– 50 anos da Mônica? 50 anos da Mônica? — Ele respondeu, em indignação. As lágrimas e o choro dele subitamente pararam ali mesmo, depois de alguns minutos. — Eu vou te mostrar isso. Eu t-tenho que mostrar...

Ele caminhou até o fundo e, do escuro, ele surgiu novamente. Sua inspiração, ou seja, a filha Mônica, estava morta, decapitada, com a cabeça em um prato e um garfo alojado em sua testa. Maurício me obrigou a comer um pedaço de sua cabeça, e eu comi com muito, MUITO nojo.

– Está vendo? Eu acabei com a Turma da Mônica no inicio dos anos 1970! Não pode ser verdade! Ela só tinha 40 anos quando eu a matei, como isso pode ser possível!?

Mauricio acabou tendo uma convulsão ali mesmo, ficando com os olhos completamente pretos, sangrando um sangue escuro pela boca, caindo duro no chão, derrubando a cabeça decapitada. Eu comecei a correr, em um pulo, e quando eu percebi... Ninguém estava ali! Minha mãe e todos os meus amigos haviam desaparecido. Eu comecei a me desesperar cada vez mais, comecei a soluçar e lacrimejar pela agonia. Saí, correndo o mais rápido que pude. Eduardo, Gisele, Lucas e Alice também não estavam mais na porta do estúdio. Eu fui correndo novamente, por todas aquelas casas, por todos aqueles carros, em direção ao estúdio da MSP em que nós havíamos ido antes, mas...

Não havia nenhum estúdio lá! Somente um terreno vazio e um corpo sem cabeça, que aparentava ser da Mônica. Meus olhos ficaram arregalados. Vozes e cochicos incompreensíveis começaram a martelar minha cabeça mais e mais.

A partir daí, eu gritei, e acordei. "ufa!" Era só um pesadelo. Mas, de repente, do meu quarto, eu ouvi um som de estática de TV, vindo da sala. Eu estava lá, a porta estava aberta, o portão aberto como se alguém tivesse saído normalmente, não havia sinais de arrombamento ou nada. Eu segui algumas pegadas de algo que pareciam ser sapatos, até um matagal ao lado da minha escola. Eu vi uma sombra, e não acreditei quem era!

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O relato foi encontrado em um caderno veleho de um pré-adolescente chamado Max. Seu corpo foi encontrado decapitado perto do Colégio Estadual da cidade. A policia procura sinais ou pistas do que aconteceu, e um cão farejador encontrou a cabeça do menino cravada em um garfo, com uma carta que dizia o seguinte:

-Não fique com medo. Eu fui a Mônica, e você foi o próximo!

- 09- 04 -2016

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