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"De uma floresta de espinhos, você pode ver o céu partido."    


Seu nome era Hatsune Miku. Uma linda princesa de longos  verdes e grandes cabelos e olhos de mesma cor Ela poderia ser como as lindas princesas que vivem uma magnífica vida sem se preocuparem com as consequências de seus atos. Mas, para Miku, a vida de princesa era diferente. 

A rainha era fria e cruel. Matava pessoas por prazer. Seus olhos vermelhos cintilavam ao ver o sangue das vítimas escorrer e se esparramar pelo chão. E, ao terminar o ato assassino, apenas arrumava os curtos cabelos  e sorria. O castelo de aço em que a princesa morava cheirava a sangue gelado.

Por mais que o desejo de liberdade fosse grande da parte de Miku, a rainha a prendia em seu castelo.

– Você é apenas minha, Miku. Minha.

– Eu não quero isso, Majestade! – retrucou a princesa com os olhos cheios de lágrimas. – Eu quero a liberdade, ter minha própria vida em contato com as outras pessoas...

O rosto da rainha se tornou vermelho de fúria.

– É assim que me agradece por estar cuidando de você?! – berrou ela. – Está reclamando DE BARRIGA cheia. Vou te ensinar a valorizar o que tem.

E assim, Hatsune Miku foi presa em uma cela fria. Uma sala sem janelas. Ela estava completamente trancada.

Pela primeira vez, não conseguiu ver o nascer do sol. Era a única coisa que a enchia de conforto e esperança. Agora aquilo também fora tirado dela. Desesperada, encolheu-se e chorou.

– Alguém me salve, por favor! – gritou, mesmo sabendo que não seria ouvida.

– Você nunca vai deixar esse lugar – a voz da rainha ecoou em sua mente como um lembrete. Aquilo a fez chorar mais.

– Por quê? Por que está fazendo isso comigo?

Dessa vez não ouve resposta, o silêncio da cela prevaleceu.

Com as últimas forças que tinha, Hatsune Miku levantou a cabeça e gritou. Um grito agudo de desespero e perda de esperança.

Durante muito tempo esperou alguma salvação. Mas ela permaneceu sozinha. Todos os dias olhava para a parede e imaginava que houvesse uma janela ali para que pudesse ver o nascer do sol. A imaginação não saciava sua vontade desenfreada de liberdade.

Por fim, enlouqueceu.

– Agora a podemos levar ao hospício e fazer dela uma membra do circo.

– Sim. Muita esperteza trancá-la em uma cela, majestade.

– Eu sabia que ela não aguentaria muito tempo.

Naquela noite, Hatsune Miku foi levada, inconsciente, ao hospício. Não tinha ideia do que viraria sua vida dali em diante.

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