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Soldner Geist

Notas da autora: Oi, eu tive que repostar, pois tinha esquecido de colocar as categorias! Fiz de novo para deixar a creepy mais fácil de achar! Espero que gostem!

Soldner geist

Tento terminar a minha lição de casa antes da aula começar. Já estou tento dificuldades com a escola e preciso urgentemente entender as matérias. Faz pelo menos cinco meses que só estou sobrevivendo de cola que os fantasmas estão me dando e tento melhorar a minha apresentação oral. Está sendo cada fez mais difícil falar e olhar as pessoas ao redor. Fico tremendo a toda hora. Todos ficam rindo do meu nervosismo. Consigo terminar, mas mesmo assim não fico satisfeita de terminar uma lição sem ao menos entender o que está dizendo o conteúdo.

_Ruby Black!_ dou um pulo na minha cadeira e vejo a minha professora bem na minha frente e uns risinhos dos meus colegas no fundo_ Terminou a tarefa que passei na semana passada ou esteve “ocupada demais” outra vez?

_N..Na..Não, Sra. Thomas! E... Eu consegui terminar! Olha!_ estendi a folha e ela recolheu.

_Você é uma boa aluna, mas ia ser melhor ainda se prestasse mais atenção na aula e melhorasse a apresentação oral._ outra vez eu ouço uma onda de risadinhas.

_Semana que vocês irão fazer um trabalho em grupo sobre a globalização! Vai valer a metade da nota! _ logo todos foram liberados.

Seria bom trabalhar com amigos para variar a minha rotina.

Encontrei três colegas conhecidos, reuni coragem e fui falar com eles. Eles pareciam felizes, então não seria problema.

_Oi!_ eu falei e eles me olharam torto.

_O que você quer Black?_ Maxwell disse irritado.

_E... Eu queria saber se a gente poderia fazer o trabalho juntos!_ tentei falar entre o meu nervosismo.

_Ninguém aqui quer fazer trabalho com alguém como você! Não depois do que fez com o Arthur!_ Sonia cuspiu as palavras como se fosse veneno.

_Mas... Mas eu mudei!_

_Intimidar, perseguir, humilhar e maltratar uma só porque o pai, que ERA UM POLICIAL EM SERVIÇO, foi morto em uma troca de tiros é uma coisa imperdoável!_ Ian destacou bem as palavras enquanto me olhava com aqueles olhos inquisitivos.

_Eu... Eu só tinha oito anos! Era só uma brincadeira!_ tentei me defender.

_ POR CAUSA DESSA BRINCADEIRA O ARTHUR QUASE MORRE! E ELE NÃO PODE MAIS ANDAR POR SUA CAUSA!_ Maxwell quase voa em cima de mim, mas por sorte Ian segura ele dizendo que não vale a pena.

_Ninguém na sala achava graça do bullying que você estava fazendo com o Arthur e com outras pessoas só por que eles eram imigrantes ou não tinham um dos pais!_ Sonia me olhou com nojo.

_ Aliais Ruby, a sua mãe não é meio chinesa e meio hispânica!_ Ian perguntou anda segurando o Max

_E...Ela é meio chinesa e meio branca!_ gaguejei

_É difícil que aquela morena bondosa de olhos castanhos tenha dado á luz a um demônio ruivo de olhos verdes!_ Todos ficaram rindo e eu fui direto para casa com uma grande culpa na consciência.

O Arthur era um bom menino cujo pai morreu em serviço e eu fiz a vida dele um inferno a ponto dele tentar cometer suicídio. Sinto raiva de mim mesma, pois se eu nunca tivesse feito aquilo o fantasma do pai dele nunca teria me ameaçado e eu não estaria nesta vida de merda que estou presa!

Cheguei em casa e a minha mãe, Carmen e o meu pai, Felix estavam me esperando na sala de estar. Eu estava com medo. Mesmo eles sendo amorosos eles podiam ser bastante rígidos e bravos caso eu ou meus irmãos fizéssemos alguma coisa errada e sei bem disso depois do acidente do Arthur.

_Ruby, querida senta aqui, por favor! _ minha mãe falou gentilmente.

_O... O que eu fiz?_ tinha medo do que podia ter acontecido.

_Não se preocupe querida! É uma coisa boa!_ meu pai me tranquilizou.

Eu sentei na cadeira e olhei os meus pais. Eles não pareciam bravos, mas também não pareciam felizes.

_ A sua professora ligou para a gente e ela nos disse que você está indo muito bem na matéria!_ mamãe falou e eu fiquei aliviada. _Mas que você não parece estar prestando atenção e está apresentando dificuldades na fala. O que está havendo?

_Nada não, mãe! É que estou tendo dificuldade com as matérias só isso, também estou bastante nervosa com os testes e tenho medo de errar alguma coisa!_ tento ser convincente.

_Tem algum menino envolvido? _ papai sorri, disfarçando a raiva dele.

_Não pai! Eu quero me concentrar nos meus estudos, depois eu penso em namorar!

_Essa é a minha garotinha! Seja sempre assim!_ ele ri orgulhoso e aliviado.

_ Se está tento dificuldades a gente pode tentar te ajudar! _ mamãe segura minha mão.

_ Não mãe! Eu tenho quinze anos e tenho que encara meus problemas e resolver eles sozinha!_ falo

_Sabemos que está tanto duro indo todo dia para a biblioteca e nós e a Naomi estamos muito orgulhosos de você!_ sorrio, entretanto isso cortou o meu coração. Eles me amam tanto e não sabem das coisas horríveis que eu estou fazendo. E a minha irmã Naomi era a melhor pessoa nesse mundo, eu odiaria deixar ela magoada.

Olho para os dois. Papai era loiro dos olhos azuis e mamãe era morena com olhos amendoados e castanhos.

_Mãe! Pai! Eu só mesmo a filha de vocês? _ perguntei.

_Claro que sim! Por que a pergunta?

_ É que alguns colegas meus....

_Os nossos vizinhos também falaram o mesmo e a gente resolveu fazer um teste de DNA e esfregar a cara deles e temos uma foto do seu avô, meu pai, que era um ruivo para provar! Mais alguma dúvida?_ meu pai disse.

_Nada não! Eu só queria saber! Eu posso ver a foto e o teste! Eu preciso me arrumar para ir à biblioteca, tenho um trabalho para fazer um trabalho de geografia para semana que vem!

_Essa é a minha menina!_ papai acariciou a minha cabeça.

Enquanto ele estava procurando os papeis procurei algo para o lanche, e felizmente encontrei os meus preciosos cookies, uma banana, uma maçã e uma garrafa de suco de laranja.

_Aqui está! Tenha cuidado!_ papai me deu um beijo na bochecha e entregou as cartas! A foto era uma cópia, assim ele nunca ia perder a original!

Peguei a minha bicicleta e pedalei para a biblioteca e peguei os livros que precisava e sem mais demora eu fui para o meu esconderijo.

Escondi a minha bicicleta e entrei na casa abandonada. Guardei os livros e vesti o meu uniforme: roupas masculinas de couro ideais para motoqueiro.

Depois da tentativa de suicídio do Arthur o fantasma do pai dele ficou furioso e me atacou. Eu estava com tanto medo, eu implorei muito, chorei, fiquei de joelhos. Vendo a quão patética eu era ele me pouparia dizendo que eu agora iria ser uma mercenária para todas as vitimas de homicídios, ou seja, eu mataria assassinos em troca eles deixarem eu e minha família em paz. O meu primeiro dia foi horrível! Foi a primeira vez que eu usei uma arma e a primeira vez que eu matei! Fiquei horrorizada! E tinha vários dias assim, novos clientes, novos alvos, novas armas e o mesmo medo! Eu odeio matar! Minha vida social piorou muito assim como as minhas notas! Mas até que eu tinha vantagens, alguns fantasmas eram amigáveis e me ensinaram algumas coisas, aprendi primeiros socorros, atirar, lutar, costura e dirigir carro e moto! Sempre tinha medo que a policia me descobrisse, por isso eu sempre me vestia como homem para despistar! Como eu perdia muito tempo com os trabalhos, os fantasmas me passam cola em tarefas e provas, mas eu gostaria de aprender e não trapacear! Verifico a caixa de correio e encontro um envelope junto com uma Desert Eagle. Sempre recebi tudo quanto é tipo de arma, desde armas de fogo e armas brancas até venenos e animais! Peguei o envelope e li. Traficante de drogas, Rua 374, bar Boca do Diabo.

Subi na moto e coloquei o capacete quando mais rápido eu terminar mais rápido eu volto para casa.  Entrei no bairro mais sujo da cidade, encontrei o alvo tanto sopa. Não pensei duas vezes atirei e para verificar que ele estava mesmo morto me aproximei do corpo e atirei na cabeça.  Dirigi até a ponte e sem demora joguei a arma na água! Sempre assim, depois de matar jogo as armas fora! Não quero ficar com uma coisa que me traz memorias ruins!

Escuto as sirenes da polícia! Droga! Se eu não fugir eles vão me matar! Eu corro o mais rápido possível para o esconderijo e quanto eu entro para desesperadamente trocar de roupa e fugir vejo as luzes azuis e vermelhas do lado de fora.

_AQUI É A POLÍCIA! SAIA COM AS MÃOS PARA CIMA OU ABRIREMOS FOGO! NEM PENSE EM FUGIR, VOCÊ ESTÁ CERCADO!_ um dos tiras falou no megafone.

Entrei em desespero! Eu ia ser presa! Não tinha como sair dessa! Eles nunca iam acreditar na história de fantasmas e eu seria presa para sempre no hospício! Sentei e chorei! Eu nuca mais veria a minha família e eles iam me odiar para sempre! Com o canto do olho eu vi uma mão branca estendida. Olhei assustada e quase gritei quanto eu vi um monstro branco, alto e sem rosto.

_Olá!_ ele falou.

Eu pulei da cadeira e me afastei dele.

_Não precisa ter medo! Deixe eu me apresentar, me chamo Slenderman e eu recruto pessoas como você para trabalhar comigo! Eu gostei muito do seu trabalho e devo dizer que a senhorita tem potencial! Eu gostaria muito que viesse trabalhar com a minha equipe! Então o que acha!

Esse homem estava louco só pode! Em meio de uma situação ele fica calmo?!

_E... E se eu recusar!

_Você não tem muita opção! Será presa por assassinatos em série e sua família cairá em ruína por ter uma filha assassina._ ele falou curto e grosso.

Ele tinha razão, ele era a única chance de eu sair dali viva e os meus pais e irmãos jamais vão descobrir o meu segredo.

_Então?_ ele perguntou esperando a minha resposta.

_Eu irei com você, mas, por favor, não machuque minha família!_ eu implorei

_Eles estarão seguros, eu dou minha palavra!_ eu estendi e peguei a mão dele.

Mamãe! Papai! Naomi,Eden, Rain e Alexandrina! Sinto muito, mas eu terei que começar uma nova vida em outro lugar!

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