Wiki Creepypasta Brasil
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Triste, essa palavra a definia. Triste, solitária, deprimida, sozinha, anti-social, chame-a do que quiser. Ela não se importava com o que os outros pensavam, não se importava com ela mesma e nem com quem vivia ao seu redor. Ela se chamava Hannah, Hannah Rose Collins. Depois que seu pai morreu em um acidente de carro juntamente com seu irmão mais novo quando ela tinha 12 anos, Hannah perdeu sua alegria, energia, e seus olhos verdes não brilhavam mais, estavam mortos e escuros carregados de olheiras, sua pele era pálida e sua franja escondia uma parte de seu rosto dando pra ver seu cabelo avermelhado e longo cobrindo um de seus olhos, sua única companhia era um filhote de gato preto chamado Dark, que havia o achado na rua uns dias atrás. Ele era tudo o que ela tinha. Não tinha muita afinidade com sua mãe, com quem morava, e então se isolava em seu quarto com a sua pequena companhia.

Eram 3:34AM quando Hannah acordou com a garganta seca, pensou em beber água e então se levantou, sentindo o piso frio abaixo de seus pés e olhou para trás em sua cama e constatou que Dark ainda estava dormindo ao lado de seu travesseiro. Andou em direção a porta e a abriu silenciosamente saindo do quarto e encarando o longo corredor, o atravessou calmante com a respiração um pouco ofegante pelo silêncio, mas era comum já que sua mãe estava dormindo. Ela chegou a cozinha porém deixou as luzes apagadas, bebeu a água e voltou ao quarto rapidamente abrindo a porta e se virando para fecha-lá devagar, quando olhou para a cama e ao lado dela viu alguém abaixado, encostado na parede perto de Dark, que ainda dormia. Hannah se afastou se encostando na parede assustada ficando mais ainda quando "aquilo" a encarou, ele usava uma máscara com um sorriso pequeno e ao mesmo tempo sarcástico acompanhado de sobrancelhas desenhadas na máscara, os olhos também desenhados, porém eram totalmente negros e fundos, ela queria gritar mas sentiu sua vista escurecer e o corpo ficar pesado e então se deixou cair.

No outro dia, Hannah acordou em sua cama, coberta com Dark deitado acima de sua barriga, ela o acariciou e ficou pensando no que havia visto na noite passada e rapidamente olhou para onde havia visto o mascarado mas viu que lá não tinha nada e então se levantou segurando Dark em seu colo e saiu do quarto indo para a cozinha.

Olhou para o relógio que ficava acima do balcão e viu que eram 6:14 da manhã e então soltou Dark indo até o armário e pegando sua ração despejando no pequeno pote azul de comida para gatos e se agachou o acariciando enquanto o gato comia

— Você não vai me abandonar, não é mesmo?

Ouvindo um miado vindo de seu gato abriu um pequeno sorriso e foi tomar um rápido banho logo indo para mesa comer as panquecas que sua mãe havia deixado no micro-ondas, ela sempre deixava algo para ela comer antes de ir trabalhar. Depois de terminar, se despediu de Dark rapidamente pegando sua mochila e saindo de casa indo em direção a escola 

— Por que eu insisto em vir? Isso é só uma perda de tempo. Com pessoas inúteis.

Hannah assim pensava, não gostava da escola e nem dos seus "colegas", mesmo assim, entrou pelo grande portão pintado de azul vendo várias pessoas passarem e outras conversarem passando por todas sem dar a mínima e sentando num banco afastado de todos e pegando seu caderno de desenhos começando a desenhar em silêncio enquanto o sinal não batia. Depois de uns minutos, Hannah sentiu a presença de alguém e então olhou para cima vendo Mandy, Mel, Debby e Clare, as garotas que a perturbavam todos os dias naquele lugar, mesmo contrariada, Hannah manteu a calma

— O que vocês querem?

Seu tom continuava frio.

— Que você suma daqui, oras... Você ainda não viu que esse lugar não é para você, minha querida? — Mandy mantinha sua expressão esnobe mesclada com nojo.

— O que tem de tão engraçado, esquisitinha? — dessa vez foi a vez de Clare se pronunciar enquanto Mel se aproximava pegando com força o caderno das mãos de Hannah olhando para um desenho de anjo bem feito e riu.

— Sabe, os anjos não irão te proteger, minha querida, é melhor parar com essa perda de tempo — Mel diizia da maneira mais grossa possível começando a puxar as bordas do desenho o rasgando quando Hannah levantou bruscamente tentando pegar de volta seu caderno de desenhos.

— Me devolva isso! É importante para mim! 

— Ninguém se importa, não é mesmo? — as garotas riam enquanto Mel terminava de rasgar enquanto Mandy e Clare seguravam os braços de Hannah a impedindo de fazer qualquer movimento enquanto Mandy dizia ao seu ouvido:

— Você não percebeu que ninguém te quer aqui? Que ninguém gosta de você, minha querida?

Hannah se debatia tentando se soltar dos braços daquelas garotas por quem nutria nojo não respondendo.

— Já que não vai responder, vamos embora, já passei tempo demais com lixo.

— Se você está se referindo a sua maquiagem, eu concordo. 

Mandy já havia virado as costas esperando seu grupo a seguir mas se virando novamente e desferindo um soco na barriga de Hannah que a fez cuspir sangue.

— O que disse?! Quem você pensa que é?

A garota parecia nervosa, mas mesmo sentindo seu estômago doer e as panquecas que havia comido mais cedo voltarem pela garganta, Hannah apenas sorriu deixando o sangue escorrer pela sua boca dizendo de um modo mais calmo possível. Ela não ia baixar a cabeça diante dessas garotas, não mais.

— Você vai se arrepender...

Naquela manhã, Hannah apanhou do grupo de garotas que, logo após o sinal a deixaram em paz com alguns hematomas pelo corpo e alguns cortes em seus lábios, Hannah sentiu sua raiva aumentar e ao mesmo tempo um sentimento que nunca havia sentido, um desejo de vingança... Desejo de matar uma por uma da forma mais dolorosa possível. Não, ela não queria cometer tal ato, não era assassina. Mas esse pensamento a deu conforto e então se levantou com um sorriso psicótico em seu rosto pegando suas coisas e indo para aula dando a desculpa que havia caído da escada.

Nos próximos dias, Hannah sempre apanhava ora na saída, ora na entrada, ela se sentia mal por tudo isso, mas sabia que iria dar o troco e aquelas garotas iam pagar caro.

Eram oito horas da noite de um sábado e a mãe de Hannah ainda não havia chegado do hospital onde trabalhava, ela se levantou de sua cama deixando escorrer o sangue dos cortes que havia feito em seus braços e pernas, ela sorria passando o dedo pelo corte um pouco fundo em seu braço sentindo o sangue quente, olhou para Dark que dormia calmamente em sua cama e saiu do quarto ficando na escuridão da casa vazia, olhou para o final do corredor vendo ao lado da porta uma figura alta, quase esquelética de terno com a pele pálida, mas o que mais chamou atenção foi que a criatura não tinha rosto, era apenas um espaço vago, mas mesmo assim parecia que ele a observava, Hannah ficou paralisada com o medo , já havia lido algo sobre o tal cara sem rosto mas não imaginava que ele fosse real! Logo se recompôs do medo e começou a dar lentos passos para trás tentando chegar de volta ao seu quarto quando bateu as costas em alguém, rezou para que fosse sua mãe e então respirou fundo e se virou lentamente com medo do que podia ver e se virou por completo levantando o rosto.

Definitivamente, não era a sua mãe. A máscara que o homem usava já o entregou quem era. Ela se afastou rapidamente se sentindo tonta e a vista escurecer novamente, a última coisa que viu foi o mascarado se aproximar e algo se movendo atrás de sí. 

Hannah acordou na manhã seguinte em sua cama se lembrando de pouca coisa que aconteceu no dia anterior, se levantando de sua cama rapidamente correndo para fora do quarto ainda sentindo dores nos cortes pelo corpo indo a procura de sua mãe. Naquela tarde, Hannah ficou relembrando o que sua mãe havia dito quando tinha ido procura-la, "Isso é coisa da sua cabeça Hannah, não existe nenhum homem sem rosto, você está paranoica." 

Se ao menos sua mãe pudesse a ouvir, ela sentia o peito oprimido e uma angústia, ela não queria continuar vendo aquilo, já estava cansada, e cansada pelas vozes que ouvia "Mate todos, eles não a entendem, mate, mate. Eles a deixam triste, mate eles..." ela tampava as orelhas com força esperando que tudo aquilo parasse, mas a voz continuava e Hannah sorriu, não um sorriso comum, um sorriso psicótico e malicioso. 

Foi até a cozinha e pegou a faca mais afiada que encontrou, logo depois ia para a sala se sentando no sofá e esperando ansiosamente sua mãe que trabalhava até mais tarde no hospital. Eram onze da noite quando Hannah ouviu a maçaneta da porta girar e então se levantou ficando em frente a porta, mas um pouco afastada e via sua mãe entrar ainda com o sorriso em seu rosto.

— O que faz acordada essas horas, Hannah?

Sua mãe perguntou guardando o casaco e a bolsa a estranhando um pouco, principalmente seu sorriso enquanto Hannah de aproximava com a faca atrás de si. 

— Sabe mamãe, eu estava triste. Sozinha, perdida... Mas agora, agora não mais.

Hannah sorria cravando a faca na barriga de sua mãe que cuspia sangue caindo e sentindo fortes dores enquanto Hannah se sentava em cima dela, definitivamente aquela não era a sua filha, não mais. Hannah havia ido embora.

A garota fazia alguns cortes em torno do rosto e pescoço de sua mãe deixando escorrer o fino fio de sangue enquanto cravava a faca novamente na barriga e fazia um corte profundo em forma de "X" enquanto ouvia os últimos suspiros de sua mãe.

Depois de ter a matado, Hannah foi rapidamente para seu quarto ainda fora de si e então tirava a roupa encharcada de sangue e colocava a primeira roupa que encontrou em seu armário — um macacão preto — em seguida olhava para Dark o pegando e saindo daquela casa. Ela iria se vingar, vingar de tudo o que aquelas garotas fizeram... Elas iam pagar caro.

A primeira foi Debby, ela era fraquinha, um simples corte na garganta a fez ter uma hemorragia e morrer, ela devia trancar melhor sua janela antes de dormir. Logo seria Amanda e Clara, fracas também, porém Mandy teve a cabeça cortada fora, ambas com um "X" no peito.

Agora seria Mel, a pior de todas, Hannah sorriu cinicamente enquanto olhava para a janela do quarto de Mel, olhou para Dark que estava um pouco sujo de sangue e amarrou sua pequena coleira num banco perto de um arbusto o deixando ali, ela voltou até a janela e constatou que Melissa dormia e então a abriu silenciosamente e entrou no quarto sem fazer barulho algum.

Hannah se aproximou dela tapando sua boca com força a impedindo de gesticular qualquer palavra enquanto enfiava a faca lentamente na barriga da garota que se debatia tentando se soltar. Melissa não podia ser fraca como as outras, ela tinha que aguentar, Hannah queria se divertir e dar o que Melissa merecia.

— Quando se encontra alguém cruel, é preciso ser mais cruel que esse alguém...

Hannah dizia sorrindo, aquele mesmo sorriso de antes, ela não era mais a mesma pessoa, Melissa sentia isso...

— M-Me solte sua louca! — Mel disse sentindo o sangue escorrer de sua barriga seguida de uma dor insuportável. 

Mesmo com dificuldades, ela pegou o abajur da cabeceira de sua cama e o quebrou na cabeça de Hannah que sentiu uma forte dor e tontura.

"Desmaiar não... Já desmaiei muito e agora eu vou aguentar!" — Hannah tentava ficar acordada, forçando seus olhos a ficarem abertos. Ela sentia os pequenos cacos do abajur perfurar o couro de sua cabeça dando para sentir uma leve dor e foi o que fez ela sentir mais raiva, raiva de tudo o que ela passou, já havia matado sua mãe e três garotas, não ia parar agora. Deu fortes socos na cabeça de Mel que depois de alguns segundos desmaiou.

Quando acordou, a garota estava com seus braços e pernas amarrados a cama por pedaços de pano e em sua boca estava uma mordaça a impedindo de falar. Hannah estava ao lado do guarda-roupa, na escuridão a observando.

— Parece que você acordou. Eu estava animada esperando que voltasse a sua consciência. Temos um acerto a fazer — Ela falava calmamente enquanto se aproximava com sua faca e um alicate em mãos, ao ver os objetos, Melissa assustada começou a se debater e tentar gritar, porém a única coisa que obteve foi uma forte dor aonde havia levado a facada alguns minutos atrás.

Hannah se aproximou rindo colocando a faca encima da mesa e logo pegou o alicate ainda se aproximando. Chegando perto da garota que tinha o medo e a dor estampados em seus belos olhos azuis, Hannah apertou o alicate em sua mão se aproximando dos braços de Mel que estavam amarrados acima de sua cabeça. Sorrindo, ela direcionou o alicate até a primeira unha da garota e então a puxou com força fazendo escorrer uma pequena quantidade de sangue e pele, Mel ainda se debatia com lágrimas nos olhos tentando se soltar e se livrar daquela dor insuportável. Hannah foi na segunda unha e repetiu o ato. A unha desgrudou da carne rapidamente saindo com pedaços de pele, tudo aquilo excitava Hannah, e ela entendeu que apenas matando seria feliz. Arrancou a terceira unha, a quarta, a quinta... Até que todas as unhas foram arrancadas e Mel não parava de se debater um segundo, e pela primeira vez se arrependeu pelo o que fez com Hannah, mas agora era tarde.

Na escrivaninha, Hannah encontrou uma tesoura e sorriu a pegando e se aproximando de novo, ela enfincou a tesoura na orelha de Mel a fazendo atravessar seu lóbulo e causar grande dor. Ela puxou devagar a tesoura não a tirando da orelha da garota e pegou sua faca da cabeceira. Cada movimento era insuportável. Mel não aguentava mais, a cada movimento que Hannah fazia cortando sua orelha, Mel só desejava a morte rápida, ela não aguentava mais, só queria que a dor passasse logo.

Hannah estava se divertindo muito, ria insanamente sentindo o tecido de pele da orelha da outra garota se partir, após contar as orelhas, Hannah enterrou a tesoura no ouvido da sua eterna inimiga. Mel chorava já desistindo de se debater vendo que era inútil. Hannah percebia que ela não ia durar muito e então sorria cinicamente

— Bom, adeus, querida Melissa...— Hannah enfiava a faca no peito de Mel a matando engasgada com o próprio sangue.

Ela saiu rapidamente em silêncio da casa e foi até o arbusto para pegar Dark e se afastar o mais rápido possível dali. Enquanto corria pelo bosque já afastada de sua casa, Hannah teve a sensação de estar sendo vigiada e parou, ela não olhou para trás, apenas ficou imóvel sentindo uma mão esquelética de dedos compridos pousar lentamente em sua cabeça, antes de desmaiar segurando Dark fortemente nos braços.

"NUMA MATÉRIA DO JORNAL LOCAL MOSTRA UMA CASA ONDE FORA ENCONTRADA UMA MULHER DE APARENTEMENTE 36 ANOS.

Naquela mesma noite a polícia foi acionada ao encontrarem mais quatro corpos de garotas , a causa da morte era a mesma, sendo que a última encontrada apresentava sinais de tortura. A principal suspeita seria Hannah Rose Collins, filha da primeira vítima encontrada. Os homicídios tem aumentando bastante naquela cidade, pelos negro de felino são encontrado por todos locais."

Creator: Yukki Kimura

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