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Entre 2009 e 2010, uma série de desaparecimentos começaram a tomar conta de Luziânia, a 56 km de Brasília, 6 jovens com as idades variadas entre 13 e 19 anos desapareceram sem deixar rastros, chegando a se teorizar que eles tenham fugido de suas casas ou foram vítimas do tráfico humano, porém após 101 dias de investigação, Admar Jesus da Silva, foi preso após ele confessar o assassinato de ambas as vítimas.

Admar era o nono de uma família de nove irmãos, cujo a mãe cometeu suicídio por envenenamento, os filhos restantes foram criados pela avô materna e o pai da família foi preso por Pedofilia e abuso de menores, foi um baiano da Serra Dourada, uma cidade habitada por 18.000 pessoas, chegando a Luziânia 16 anos antes de ter cometidos os crimes que o tornaram famoso. Trabalhou como pedreiro no município e foi descrito pelos amigos e vizinhos como uma pessoa conservada e de "poucos amigos" e ia todos os dias para a Igreja Universal do Reino de Deus para assistir cultos todos os finais de semana, porém deixou o munícipio, após ter estuprado dois menores de idade de 8 a 10 anos, cujo ele ludibriou os menores, oferecendo dinheiro para descarregar um caminhão, porém, ao chegar no objetivo, sacou um faca e obrigou a criança a manter relações com ele, com o mesmo conseguindo fugir após dizer que iria trazer um colega e chamou a polícia, que ao chegar no local, viram o homem estuprar outra criança, significando que ele possuia um alto poder de convencimento sobre as vítimas que teve, como declara o delegado Wesley Almeida.

Em 2009, ele ganhou a liberdade convencional e retornou para Luziânia pela segunda vez, porém, conseguiu fazer com que as pessoas não levantassem suspeitas contra ele e passou a matar as vítimas que convencia.

Vai ai embaixo, as vítimas:

Diego Alves Rodrigues[]

Possuia 13 anos e era um estudante do nono ano do ensino fundamental. Saiu de casa para resolver um compromisso, que após resolve-lo, foi visto em uma oficina mecânica com alguns amigos quando avisou que iria almoçar em casa, nunca mais foi visto depois disso, sendo a última vez registrada antes de desaparecer foi andando ao lado de um homem com uma enxada, desapareceu no dia 30 de março de 2009;

Foi sua a primeira vítima.

Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima[]

16 anos, foi visto pela última vez ajudando a mãe em um quiosque próximo ao Hospital de Luziânia, sendo o último lugar onde foi visto pela última vez, desapareceu em 4 de janeiro de 2010;

George Rabelo dos Santos[]

17 anos, sua última aparição foi numa quadra poliesportiva próxima a sua casa, tinha a intenção de passar o domingo com a namorada, porém, não a encontrou e ele nunca mais foi visto, desapareceu no dia 10 de janeiro de 2010;

Divino Luiz Lopes da Silva[]

16 anos, Avisou a mãe que iria encontrar os amigos ás 10 horas da manhã, porém, ele sumiu no caminho e os colegas afirmaram que não chegaram a vê-lo naquela manhã, desapareceu no dia 13 de janeiro de 2010;

Flávio Augusto dos Santos[]

14 anos, foi consertar a bicicleta em uma oficina na manhã do dia que desapareceu, nunca mais sendo visto, desapareceu no dia 18 de janeiro de 2010;

Márcio Luiz de Souza Lopes[]

O mais velho das vítimas (19 anos) e o último a desaparecer. Era ajudante de serralheiro e morava no Parque Estrela Dalva 4, conhecia a terceira vítima de vista, pois as famílias moravam perto, e sua última aparição foi saindo de casa de bicicleta, desapareceu no dia 22 de janeiro de 2010;

Ele antes de desaparecer, havia se envolvido em uma briga familiar e foi morar com alguns amigos, cujo as tarefas casuais foram divididas;

Todas elas compartilhavam o fato de não terem passagens pela polícia, eram de origem humilde e moradoras do mesmo bairro: Estrela Dalva, o mais populoso de Luziânia.

A polícia Goiana relutou e abriu as investigações sobre os casos, dando atenção total ao caso após umaa série de pressões dos Correios, sendo eles os primeiros a denunciar os casos em 16 de janeiro do mesmo ano, sobre essas circunstâncias, o Ministério da Justiça, por pedido das mães das vítimas insatisfeitas com os resultados, obrigou a Polícia Federal a dar apoio para a Civil Goiana, cujo buscaram diversas informações de casos de pedofilia nos munícipios vizinhos, fizeram diligências até chegar em Admar de Jesus.

Após descobrirem que ele morava no bairro em que duas delas residiam, cercaram o bairro e fecharam o cerco, o lugar fazia divisa com o Parque Estrela Dalva 8, e os demais residiam setores vizinhos. Os corpos foram tirados no dia 12 de abril de 2010, em avançado estado de decomposição com o caminho indicado pelo próprio assassino. Os cadáveres tinham sinais de golpes de pauladas e golpes de enxada, significando que ele usou duas dessas ferramentas (acompanhadas por uma marreta), para matar os jovens, que não tiveram chances mesmo reagindo. A polícia acreditava que dois ou mais cúmplices estavam envolvidos.

No primeiro depoimento, ele não detalhou os crimes, apenas dizendo que havia oferecido 200R$ em troca de relações sexuais, sendo que os jovens foram acertados nas costas por golpes de marreta e golpes de enxada pela frente do corpo.

Outro fato foi emitido pela polícia: 4 dos 6 jovens tinham relacionamentos homossexuais, que após a descoberta disso, prenderam 2 pedófilos que acreditavam ter ligação com os crimes. Apesar de não, continuaram presos devidos aos vários crimes cometidos em outros municípios.

Admar deu outro depoimento em 13 de abril, cujo afirmou que teve raiva deles, que após a reação dos mesmos, os matou a pauladas, porém, dizia estar arrependido pelos seus atos e que pensou nas mães dos assassinados, tendo cometido suicídio após os eventos, e lembrou um dos piores episódios de sua vida: Enquanto retornava do trabalho, foi assaltado por dois assaltante a mão armada, e depois violentado e sua língua foi cortada (Ele falava com dificuldades), que aumentou sua psicopatia e o deixou com problemas psicológicos.

Na semana seguinte, ele cometeu suicídio no dia 18 de abril de 2010, ás 13 horas seu corpo foi encontrado com uma forra de lençol presa ao pescoço.

Ele havia sido condenado em 2005 por abuso sexual de menores, condenado a pena de 15 anos, que depois de um julgamento a instância, foi diminuída para 10 anos e 10 meses. Em 2008, um exame criminológico foi realizado e constatou que não só apontava a necessidade de cuidados de psicológicos e psiquiatras, ele também apresentou em sua linguagem corporal, sinais e traços de psicopatia (como mencionado anteriormente), que porém, não é considerado uma doença mental (por mais que até mesmo, ela esteja no CID-10, abreviação para "Classificação Internacional de Doenças") e sim um distúrbio de personalidade, que refutava a tese de ser um critério para para impedir a concessão de progressões, de acordo com o magistrado.

O exame psicológico de Admar foi feito em 2009, e os resultados foram dados para um psiquiátrico em 18 de maio. Novamente, o exame não apontou indícios de doença mental, e não destacou a possibilidade da necessidade de um psicológico mencionada anteriormente. De acordo com Carlos de Miranda, foi apontado que ele pensava e percebia as coisas de forma coerente.

Ele ganhou a liberdade condicional, porém por questões de segurança, ele não recebeu os benefícios externos de cara, o mantendo em situação análoga em regime fechado. Após um tempo, ele recebeu a condicional semiaberta, permitindo que ele poderia trabalhar de dia e voltar para o dormitório a noite, podendo também, passar os fins de semana na casa de parentes, por causa disso, a irmã do preso foi ouvida e permitiu a possibilidade, mesmo tendo que provar que seus filhos eram maiores de idade e não residiam com ela.

Ele teve um bom comportamento quando preso, chegando a estudar mais de 213 horas, que lhe beneficiou com 11 dias longe da cadeia. Segundo o juiz da VEP, que caso a lei tivesse sido aplicada de forma fria, ele estaria livre desde fevereiro de 2009, o que dava a ele chances de vitimizar mais jovens e crianças.

Ainda por cima, afirmou ainda que não havia motivos para para conceder a ele a prisão domiciliar, e que todo juiz, ao solta-lo, tem o risco da pessoa se reincidir. Apesar de não ser uma questão subjetiva, é pautada nos parâmetros legais.

A palavra de Hilda Morana, psiquiatra forense da USP e coordenadora da ABP:

“A primeira coisa é saber que o tipo de crime não diz quem é a pessoa. É preciso fazer a análise da personalidade do sujeito quando ele entra no sistema judiciário para saber se ele é um psicopata. Essas pessoas têm um defeito grave de caráter, são incapazes de considerar o outro. Para ter uma ideia, o psicopata tem uma chance de mais de 70% de reincidir em crimes graves e violentos.

O psicopata não tem respeito pelo sentimento do outro, não tem sensibilidade quanto à dor do outro, não se arrepende, não tem remorso nem vergonha do que fez.

É extremamente individualista, com necessidades sexuais intensas, normalmente agressivo e vive para sanar seus prazeres.

Na vida dos psicopatas, não há constância nas relações. Eles não têm amigos e, normalmente, foram crianças e adolescentes com desvio de conduta grave. Contudo, são muito sedutores, capazes de fazer você pensar que conheceu a melhor pessoa do mundo. A característica de um serial killer não é como ele mata, mas sim quem ele mata.”

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