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Agora estou tentando me esconder deles. Tudo começou a 1 mês atrás. O Egito havia detonado sua primeira arma nuclear em um deserto, o que deixou os EUA e a OTAN em desespero. Assim, Israel havia movido seu exército na fronteira com o Egito.

Eu moro em Southampton. No começo, acharia que tudo no final, o Egito iria desistir de seu arsenal, mas estava enganado. A Rússia, junto com o Irã, apoiou o arsenal nuclear egípcio e assinaram um tratado, que jurava defender o Egito de qualquer outra nação e em troca, exportar o petróleo das reservas da Península de Sinai para os russos e iranianos.

A OTAN começou a militarizar o Mar Mediterrâneo, para já se preparar em caso de um conflito. Até quando eu fui no trabalho, todos do meu prédio foram obrigados a fazer treinamento militar em caso de um ataque.

A paz durou por um tempo, até que o Egito havia mobilizado tropas em direção a Líbia e ordenar um ataque de misseis a um navio militar da OTAN que estava no Mar Mediterrâneo. Esse foi o estopim da guerra. A OTAN, junto com Israel, havia declarado guerra aos egípcios, e como o tratado prometia, os russos e iranianos também foram lutar no lado do Egito.

Eu fui obrigado a me alistar no exército e fui lutar na Arábia-Saudita ao lado da OTAN, já que ela estava sendo invadida pelos iranianos. Lutei lá por 8 dias e graças a Deus, voltei para casa vivo e sem nenhum ferimento. A guerra ainda não havia terminado.

A alguns dias atrás, estava tomando café da manhã junto com minha namorada Jessie. De repente, as sirenes da minha cidade tocam, e o rádio avisa que Southampton sofreria um ataque químico dos egípcios. Rapidamente eu e ela fechamos todas as entradas e fomos esconder no meu quarto. Ainda em pânico, levei o rádio junto comigo.

Ficamos quase 3 dias lá. Até que o rádio falou que já podemos sair de casa. O que eu vi lá fora, foi uma cena horrenda. As pessoas estavam quase deformadas e queimadas pedindo ajuda. Tentamos ajuda-las, mas eram muitas. Haviam também militares nas ruas. Abriguei algumas pessoas dentro de casa, mas depois de alguns dias, Jessie começou a ficar muito doente. Algumas pessoas também foram me ajudar. Os militares me disseram que precisamos ir até o hospital, que também estava rodeados de pessoas sobre o efeito da arma química. Eu e a Jessie ficamos duas semanas no hospital, eu tive que também ser hospitalizado. Depois, tive que voltar para casa sem ela. Ela estava ainda muito doente e quase morrendo.

Dias depois, as sirenes soaram novamente, desta vez, um ataque nuclear de um míssil russo. Nunca fiquei tão desesperado em toda minha vida. O rádio avisou que o míssil chegaria em Southampton em 14 minutos. Não tinha tanto tempo para poder me preparar e ir até o hospital para salvar a Jessie. Fui correndo até o hospital apenas a procura dela, mas não pude achar ninguém. Voltei para o meu bairro ainda em desespero. Faltava apenas 2 minutos para o ataque. Fui me esconder o porão da casa do meu amigo Matthew junto com a família dele.

A única luz que havia no porão havia apagado sozinha. Ouvi um estrondo tão alto, que as coisas começaram a tremer. A mãe do meu amigo já estava começando a rezar. O tremor e o estrondo duraram quase 4 minutos. O porão tremia tanto que um monte de entulho caiu em cima de nós. Não me lembro de quase nada, tudo que eu via era chamas e destroços. Consegui sair e vi que Matthew e sua família morreram esmagados pelos destroços e só eu sobrevivi.

Não pude me proteger da radiação e só podia caminhar sobre as ruínas da cidade em chamas e também encontrava corpos carbonizados no caminho. Depois de alguns meses, tentei sobreviver nas ruínas. Agora pouco, eu vi criaturas estranhas parecidas com zumbis caminhando nas ruínas. Me escondi dentro de uma carcaça de um carro. As criaturas me viram e agora estão vindo na minha direção. Não tenho para onde fugir, eles me encurralaram.

-Bi2018bi2

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