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O que você verá a seguir é uma história fictícia. Todos os lugares, as pessoas e o eventos citados NÃO existem de forma alguma. A menos que você os encontre...

Filhos das Trevas.

“E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas [...] E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. ”

Apocalipse, Capítulo Doze, Versículos Três Ao Nove.

Marcos, sentiu-se tonto por um instante. Seus olhos se abriram lentamente. Estava despido de novo, sentia frio e uma dor ardente lhe incomodava na região frontal da coxa esquerda. Ele viu alguém agachado perto de si, mexendo em sua perna. Marcos levantou assustado e tentou se afastar. Duas mãos o seguraram pelos ombros e o fizeram deitar novamente.

−− Ei, calma lá... – Era um outro garoto, mais velho, que estava mexendo em sua perna. – Vai acabar me fazendo errar.

−− O que está havendo!? – Marcos olhou para cima, e viu que uma mulher, jovem, o estava segurando.

−− Está tudo bem querido... – Disse a mulher. – Não se desespere.

Marcos finalmente percebeu que em sua coxa esquerda havia uma marca feita com ferro quente, em forma de pentagrama invertido, e que o garoto mais velho estava limpando o ferimento e pondo um curativo.

−− Você... você fez isso? – Marcos perguntou ao outro garoto.

−− O quê, sua perna? Não fui eu, foi ele.

−− Ele?

−− Sim, o Dead Face.

−− Não... De novo não... por que eu voltei pra cá?

−− Nada é impossível para ele. – Disse a mulher. – E ele não pode morrer. Os tiros que aqueles policiais deram nele, só o colocaram para dormir. Mas ainda bem que ele te encontrou de novo.

−− Mas eu não quero ficar aqui, eu quero voltar para minha casa, minha família...

−− Entenda uma coisa amiguinho. – O garoto se aproximou do ouvido de Marcos. – Aqui é sua casa agora, nós somos sua família, e... Ele é nosso pai.

−− Esse monstro não é meu pai...

−− Mas eu não falei do Dead Face.

De repente uma névoa escura e densa se formou no chão. Aos poucos foi tomando forma, se assemelhando a um homem alto de terno e gravata. Por fim, o que era névoa virou carne, e lá estava o temível Dead Face. Porém estava diferente da última vez que Marcos o vira. Seu rosto não era uma caveira como antes, mas era humano, feito de carne como qualquer outro. Mas, a pele estava pintada, uma pintura que lembrava uma caveira, e com os mesmos olhos vermelhos. Dead Face se aproximou de Marcos e o levantou pelos braços. Olhou bem em seus olhos. O ser puxou a mão do menino e a lambeu com sua língua anormalmente grande e bifurcada.

−− A criança está no caminho. – Dead Face rosnou. – Mas a alma dele ainda não é minha.

−− O que vai fazer comigo? – Marcos se pôs a chorar – Por favor, não...

−− Eu não vou tocar em você, criança. – Dead Face pôs Marcos sobre o ombro. – Não sou esse tipo de monstro.

−− O que aconteceu com seu rosto? – O outro garoto perguntou – Por que está vestido assim?

−− Digamos que, eu tive que me adaptar. Para conviver nesta terra, tenho que me parecer com seus habitantes.

Dead Face se virou e levou Marcos até uma porta de ferro. O monstro a abriu, entrou e pôs o garoto no chão. Marcos olhou ao redor e na sala, haviam pelo menos doze crianças mais ou menos da idade dele, todos meninos. Todos nus exatamente como Marcos.

−− Bem-vindo. – Dead Face grunhiu. – Eles são seus irmãos agora.

Dead Face saiu e bateu a porta, trancando-a por fora. Os outros meninos se aproximaram de Marcos e o ajudaram a levantar. Todos eles tinham o pentagrama invertido marcado na coxa esquerda. Todos eram filhos Dele. Todos... Filhos Das Trevas.

Xfh

(Série DEADFACE. Parte 2)

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