Wiki Creepypasta Brasil
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Eu sou um homem que mora no norte do Canadá. Eu sou um caçador. O que eu caço? Humanos.

Surpreso? Bem, você não deveria estar. Existem pessoas que caçam veados, raposas, ursos, fantasmas... Eu caço humanos. De todos os animais que eu já cacei, humanos são os melhores. O olhar de desespero neles enquanto eles tentam fugir de mim com uma de suas pernas quebradas... Seu olhar de esperança quando pensam que me despistaram... É revigorante. Caçar humanos algumas vezes por ano, é o que me motiva. É o que me faz ter prazer pela vida.

Não é preciso dizer que ninguém está ciente do que eu faço. Eu planejo tudo meticulosamente, e então, começo a caçada. Meu alvo favorito são jovens perdidos, que acabam indo parar na cidade por engano. Mas eu também gosto de caçar pessoas de idade avançada. Ás vezes elas batem na minha porta. Ás vezes, eu preciso ir atrás de alguém para caçar. Quando eu encontro uma presa em potencial, eu aplico nela uma droga que a faz desmaiar, e a levo para minha casa, que fica perto de uma grande floresta. Então, eu a deixo numa grande jaula, no meu porão.

Eu deixo uma refeição á espera dela, para que, quando acordar, ela a consuma. Depois de um certo período de tempo, eu faço a tranca eletrônica da jaula e do porão abrirem. Minha presa, tola que é, acha que é uma falha de segurança. Ao deixar o porão, normalmente há alguma coisa á espera dela, como uma lanterna, ou uma pequena faca. Não tem graça caçar uma pessoa desarmada. E então, ela é guiada até a única porta destrancada no momento: a porta dos fundos, que leva á floresta. Ela então, começa a procurar um jeito de deixar local, e é nesse momento que eu apareço. Um homem de aparência suspeita, carregando uma arma, olhando nos seus olhos, e sorrindo. Já dá pra saber o que minha presa faz. Ela corre.

Eu dou cerca de dez a vinte segundos para ela se esconder, e então, começo a procurá-la. Geralmente, ela tenta se esconder atrás de uma árvore ou subindo em uma. Eu a surpreendo com um tiro de raspão na perna. E então, ela sai de seu esconderijo e começa a correr novamente. Eu corro atrás dela, atirando sempre em suas pernas ou apenas em uma. Atirar num ponto vital agora não teria graça. Depois de alguns tiros nas pernas, minha presa cai no chão, e é normalmente nesse momento que ela tenta usar a arma que possui. Eu gosto do olhar de coragem delas quando elas sacam a faca e apontam para mim. E gosto mais ainda quando esse olhar some, tão rápido quanto surgiu, quando eu miro em seu peito e atiro. Eu amo quando elas desabam em lágrimas e tentam gritar, mesmo com minha mão tapando sua boca. Elas devem pensar algo como "Eu vou morrer assim? Meu deus, isso não pode estar acontecendo!", ou coisa do tipo. Por fim, certifico-me de que a minha presa está morta, e a levo para minha casa novamente.

Você deve estar achando que eu consumo a carne de minhas presas. Não. Eu não sou nenhum maluco. Tudo o que eu faço é arrancar seus olhos e colocá-los num lugar onde eles não apodreçam. Depois, coleto um pouco de seu sangue e deixo num pequeno frasco. Eu também pego uma mecha de seus cabelos. Por fim, eu tiro uma foto do cadáver, ou pego a foto que estiver na carteira de minha presa. Eu coloco tudo numa prateleira, junto do nome dela. Depois que o corpo finalmente se decompõe, eu adiciono o crânio dela á prateleira. Quanto aos seus pertences, como bijuterias, roupas, dentes de ouro e etc, eu os vendo, obviamente, depois de uma quantidade considerável de tempo da morte dela, para não levantar suspeitas. O dinheiro que estiver na carteira dela eu guardo para mim. E enterro o que sobrou do cadáver nas profundezas da floresta.

Eu amo este meu hobby. Cada segundo. O sequestro, a perseguição, a revindicação dos troféus... Como eu disse antes, é revigorante. Veja por exemplo, Samuel Williams, um dos meus favoritos. Cabelos loiros, olhos azuis e um bonito crânio. Está numa pequena prateleira no meu quarto, junto de Emma Cooper, cabelos castanhos, possui heterocromia: um olho castanho e outro verde, e dentes perfeitos. Toda noite, antes de dormir, eu olho para eles. Meus melhores troféus. Talvez um dia eu consiga encontrar a presa perfeita para ocupar o pequeno espaço na prateleira ao lado deles, quem sabe?

Eu amo o meu hobby.

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