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Morte em 10 de dezembro 2018[]

Nome: Ana Bergeron

Idade: 38 anos

Data de nascimento: 2 de setembro 1980

Estado Civil: Divorciada

Nacionalidade: Canadense

Religião: Sem religião

- Em 10 de dezembro Ana Bergeron, professora de matemática e secretaria em universidade, foi morta no Canadá em Ottawa. A vizinha Senhora Rose, ligou para polícia quando ouviu o grito de Ana a noite as 9:00 da noite, a polícia quando chegou na casa da Bergeron, foi encontrada morta com um arranhão enorme em seu braço esquerdo. A causa da morte está sendo investigada pela polícia, suspeitam que tenham sido um animal, mas não tinha nada de patas no chão ou janela, portas arrombadas e também o arranhão parecia que não era de garras de um animal. Única referência explicita do caso é o diário do celular da vítima, algo completamente confuso e muitas teorias pelas pessoas da segurança.  

Diário de Ana

9/12/ 2018

Querido Diário:

Que azar, fiquei com Sinusite por 10 dias e com uma febre alta, como agora moro sozinha dei um jeito para pagar as minhas contas e os medicamentos. Agora estou melhor, mas tenho muito trabalho a fazer, já que era semana de prova na escola, tenho muitas para corrigir e também os documentos que meu chefe adora jogar eles em mim como se eu fosse um saco de lixo. Bom, hoje é sexta-feira, tenho que aproveitar o meu lazer e depois me estresso com o trabalho.

Estou na minha sala assistindo TV no canal de notícias e parece que elas não são nada boas. 8 de dezembro à noite por volta de 3 horas da madrugada, um homem gritava e corria no bairro dele desesperado como se fugisse de alguém o perseguindo, mas as câmeras dos vizinhos não mostravam nada atrás dele, depois o homem tropeçou e caiu no chão se contorcendo e gritou por socorro. Os vizinhos saíram de suas casas para ver quem precisava de ajuda, viram o homem no chão mordendo seus próprios dedos que chegavam a sangrar, chegaram perto dele para parar, ele deu um soco no estomago em um homem, gritando para sair de perto dele e que ''Não era culpa minha'' e além disso, cometeu mais escândalo que tiveram que chamar a polícia. Depois disso, o homem foi parado pelos vizinhos e levado para as autoridades. Na delegacia ele foi interrogado para explicar qual o motivo por aquele escândalo que ele fez no bairro.

Os policiais que fizeram o interrogatório com esse homem que seu nome era Lima Beaulieu, disseram que ele tinha sofrido uma alucinação, que por sinal era bastante perturbadora para o Lima, por isso ele estava desesperado atacando sem pensar, deram a sugestão que talvez ele deva ter tomado alguma bebida forte, mas ele não tinha nada de garrafa, caminhava normal e nem o hálito de bebida forte. Perguntaram se ele não tomava remédio por problemas de saúde ou psicológica que talvez ele tenha tomado em excesso, o Lima respondeu que sim, apenas para ansiedade, mas nunca tomava em excesso, uma semana atrás tinha acabado os remédios e ele estava melhorando com ajuda do seu marido, não tomava mais nada e naquela noite ele realmente não tinha consumido nenhum remédio de acordo com a agenda dele e suas coisas que foram revistadas. Os policiais não tiveram outra sugestão além de um psicólogo para o Lima e mais um interrogatório por preocupação. Mas parece que era tarde demais, no meio da gravação dos jornalistas que mostrava o caso, o senhor  Beaulieu começou a enlouquecer de novo e caiu morto no chão; os policiais ficaram desesperados e os jornalistas gaguejando tentando narrar o que estava acontecendo. Lima morreu de forma bizarra e já deve ter pensado o como o seu marido deve estar depois disso.

Fiquei surpreendida com essa notícia, também confusa, será que ele não tinha outros problemas além da ansiedade? eu tenho que parar de ver essas notícias tão inexplicáveis, desliguei a TV e fui arrumar a casa já que estava uma bagunça, pensei que iria me distrair, mas só meu corpo que estava trabalhando minha consciência estava na lua, delirava pelas coisas do meu passado, na minha adolescência especificamente, não sei como posso descrever já que isso só faz sentido na minha cabeça, acho que eu era muito paranoica, dramática, sensível e insegura que por culpa disso eu tenho ataques de raivas hoje em dia, antes conseguia aguentar apenas chorando mas agora eu faço papel de ''descontrolada''  ou melhor  deixando explicito descontando a raiva de forma violenta, sem falar que esse foi um dos motivos de eu ter assinado o divórcio do meu marido, não fiz nada com ele mas temi que acontecesse, parece que eu preciso economizar para uma terapia e horários antes que piora.

É, parece que preciso muito me organizar, vida adulta não é fácil...

Eu estou chorando por ter me lembrado da MERDA do meu passado, eu estou até com dificuldade de dizer algo a mais... que merda.

Consegui fazer uma risadinha por me lembrar de uma piadinha de mal gosto que era assim '' Vou limpar o chão com suas lágrimas'', eu sei que é uma ameaça, mas se pensar de uma outra forma pode ser engraçado se tiver um humor duvidoso como eu, estou literalmente limpando o chão com as minhas lágrimas e até que me distraiu um pouco.

Depois de limpar tudo, foi sair de casa um pouco, fui ao shopping comprar algumas coisas, lá estava meio estranho, eu percebi que tinha uma criança e uma mulher me seguindo, talvez elas estejam seguindo no mesmo caminho que eu, mas elas não entravam em nenhuma loja, esperavam que eu saísse da loja para me seguirem de novo, quando elas estavam andando atrás de mim um pouco longe, ouvi o barulho dos saltos da mãe e quando estava muito perto das minhas costas eu virei, elas completamente sumiram num passe de mágica e depois disso quando andei em todo o shopping de novo para encontrar elas não estavam mais aqui.

Legal, só falta eu ter o mesmo problema que o do senhor  Beaulieu, voltei para a casa e guardei as coisas que comprei no shopping. Estou exausta de tanta correria, credo, já ouvir falar em casos que pessoas encapuzadas com máscara que escondiam a identidade perseguia a vítima, agora uma mãe e uma criança?  ou será que elas estavam pedindo ajuda? não, tinha muitas pessoas ali que elas pediriam ajuda e também tinha seguranças lá ou foram ameaçadas pra fazer alguma loucura. Não sei, estou começando a ficar com medo agora, elas estavam atrás mim, quase chegando perto e depois somem assim? não estou conseguindo pensar direito.

Enquanto eu estava no sofá tentando raciocinar o que tinha acontecido hoje, eu senti uma presença a mais na sala de estar, no sentido de que tem mais alguém na sala, virei para olhar o que tinha atrás de mim e vi uma silhueta de uma sombra atrás das escadas. Aí Porra, nem pensar em virar protagonista de filme de terror, já que as escadas estavam perto da porta da frente a saída está bloqueada, então é só sair da porta dos fundos se não tiver bloqueada, eu corri perto onde o corredor levava a porta, ela estava aberta, ouvia passos que sem dúvida era da silhueta macabra, corri mais rápido possível até a porta com esperança de sair antes dela fechar e parece que não estou lidando com assassino. Eu tinha chegado à saída, mas aí uma subespécie barreira que estava de fora me empurrou de volta pra dentro de casa que me fez cai de costas no chão quando eu quase escaparia.

Quando estava atirada no chão, olhei para trás com a cabeça pra cima e parece que estou em um pesadelo. Na minha visão em segundos quando eu estava no chão, vi no meio do corredor uma mulher macabra e alta que batia em sua cabeça no teto, usava um vestido bastante esquisito, sua pele tinha um tom claro, seus olhos estavam fechados e escorria um líquido preto que nem estava a fim de descobrir o que era. Me levantei, tentando fugir de novo, no meio da minha corrida vi a janela do meu quarto aberto e tentei escapar por ali. Quando me atirei na janela, eu pensei que eu iria cair no chão na grama nada alto, já que não a minha casa não tinha dois andares para me suicidar assim, invés disso eu estava caindo em um tipo de escuridão como se fosse ter caído em um poço e no final da queda cai em uma cama que era bem familiar. Fiquei um pouco dolorida e tonta de tanta confusão que já nem conseguia raciocinar. Quando a minha consciência voltou, saí da cama e tentei analisar de onde eu estava agora. Não pode ser, esse quarto antigo é da minha mãe, o que aquela criatura está fazendo comigo? não conheço aquela criatura, mas sei o que ela está querendo, se eu não fizer o que ela quer, completamente vai me torturar fisicamente ou vai me obrigar a fazer isso sem escapatória.

Fui para a cozinha ver a cena. O meu passado traumático. Tinha uma mãe e uma filha brigando feio, a cada palavra que saía da boca delas era mais dolorosa que a outra, era eu e minha mãe brigando, nem queira me lembrar qual o motivo daquela briga, já que tínhamos muitas dessas discussões, na verdade todas elas em comum eram o meu comportamento insuportável e a mãe não sabendo o que fazer. A briga já chega no estado crítico, eu desabafei gaguejando chorando muito com o rosto vermelho, olhos inchados, soluçando e quase tendo dificuldade para respirar sobre as coisas que pensava em silencio e me batendo dando tapas fortes na minha cabeça literalmente me auto humilhando. A mãe tentava me parar, mas aí empurro ela com muita força que quase iria cair no chão, peguei a faca que estava na mesa e ameaçava de me cortar. A mãe já estava desesperada, eu continuava falando, gritando tudo o que eu achava e que eu queria morrer para ser melhor pra mim e para ela. Por poucos minutos eu me ajoelhei, chorando mais ainda como uma criança, a mãe tenta se aproximar e eu agora assistindo isso sabendo o que vai acontecer depois, desesperada eu tento parar, a criatura de vestido agarra meu braço com sua mão de garras afiadas, doeu muito quando ela agarrou e quase iria rasgar literalmente a minha pele. Não tinha o que fazer além de presenciar o meu passado obscuro. A minha mãe se aproximava de mim pedindo desculpas, ela chorava pela minha situação e tentando ver o que ela não conseguia entender. ''NÃO MÃE POR FAVOR FIQUE LONGE DE MIM'', quando a minha mãe encostou em mim, bati na mão dela para se afastar, ela tentou de novo e eu fui para cima dela com a faca. A IDIOTA COMO EU. Descontei a raiva nos punhos, estava de olhos fechados de tanto que estava inchado por eu ter chorado tanto e já não bastava usei a faca que estava na minha mão. A criatura que estava me prendendo para que eu presenciasse esse inferno, repetia as palavras que eu estava dizendo enquanto violentava a minha mãe como um animal. '' EU SEMPRE FUI A BURRA DA HISTÓRIA'', '' SEMPRE SOU A QUE SEMPRE FICA PARA TRÁS'', '' EU SEMPRE SOU A TEIMOSA QUE NÃO ACEITAVA A REALIDADE'', '' EU NÃO QUERIA VIVER'', '' MIMIMI É O CARALHO, SE FOSSE FRESCURA EU NUNCA TERIA DESEJADO A MORTE'' E '' O ÚNICO PROBLEMA QUE TENHO É MINHA EXISTENCIA''. Quando eu canso, eu esfrego os meus olhos cheios de lágrimas e tento enxergar de novo. Lá estava a Lily Bergeron, que não estava mais presente em seu corpo, cheia de machucados terríveis, o peito cheio de marcas de facadas e os olhos abertos sem vida. Quando eu olhei, logo senti uma convulsão e vomitei na pia. Minha roupa nova que a minha mãe deu de presente estava coberta de sangue, eu não aguentei, tinha desmaiado naquela hora, quando eu estava desacordada a polícia tinha revistado lugar e nos levaram ao hospital. Eu admiti o crime e fui para o reformatório.

Eu desmaiei nos braços da criatura e só ouvi o suspiro dela como se fosse uma decepção. Depois acordei na minha cama no outro dia, nesse dia que estou escrevendo esse diário agora, não foi um sonho, porque ainda estou com a marca da garra daquela criatura enorme, eu aproveitei bastante o sábado, agora estou muito cansada, cansada mesmo, parecendo que vou...

Humanos são tão patéticos- Mirage

Criador da Creepypasta Mirage: Gio Kurosaki

Criador do relato: kardamaHHmoon

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