Wiki Creepypasta Brasil
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Não vou dizer o nome real das pessoas, por causa das famílias deles. Vou chamar esse casal de Gil e Ana.

Desde criança, Ana vivia em cárcere privado. O pai não deixava ela estudar. Ele passava o dia em casa, um desocupado. A mãe dela é que trabalhava.

O barraco deles era uma única peça onde eles comiam, dormiam e ouviam rádio. Mas, perto do sofá onde a Ana dormia, havia um buraco na parede. E um vizinho, um garoto da mesma idade dela, o Gil, chegava no buraco e perguntava : "Seu pai tá dormindo ?".

Se o pai dela tava dormindo, Gil e Ana conversavam.

O pai dela passava o dia fumando. Um dia, quando a Ana tinha 18 anos, o pai disse :

_Tô com uma dor miserável no pulmão, suas putas. Mas antes de ir pro hospital, vou chamar meu irmão pra levar vocês na rédea curta.

O tio dela chegou e o pai dela foi pro hospital. Ele descobriu que tinha câncer no pulmão. Ficou 2 meses no hospital. O tio também não deixava a Ana sair de casa, e ele também passava o dia bebendo e fumando no barraco, outro desocupado.

O pai dela morreu no hospital. E apenas a mãe da Ana foi ao enterro. Nesse dia o tio estuprou a Ana.

Quando a mãe voltou pra casa, o estuprador disse :

_Um dia eu vou até o cartório casar com a Ana.

A garota disse :

_Eu não quero, você me estuprou !

A mãe respondeu :

_Agora ele é o chefe da nossa família.

Naquela noite, enquanto o tio e a mãe dormiam, o Gil chegou no buraco da parede pra falar com a Ana. Ela contou tudo.

O Gil invadiu o barraco e matou o tio dela a facadas. Os vizinhos gritaram :

_O que tá acontecendo ?

O Gil respondeu :

_O tio da Ana teve uma convulsão.

A mãe da Ana tava com medo e não se intrometeu. Quando os vizinhos voltaram a dormir, o Gil colocou o cadáver em um saco. Caminhou muitos quilômetros e jogou o morto dentro de um matagal.

O Gil foi morar no barraco da Ana e da mãe dela. Ele disse que ia levar a Ana até a lanchonete. A mãe disse que antes tinha que casar.

Os três foram até a igreja. O casamento foi marcado.

Dois dias antes do casamento, a Ana sentiu uma dor forte no peito. A radiografia no posto de saúde foi assustadora. A vida inteira ela passou todos os dias junto com o pai, que fumava o dia inteiro.

O diagnóstico no hospital Einstein foi que a capacidade respiratória dela era de apenas 10 por cento.  O Gil ficou dois dias com ela no hospital, mas teve que voltar pra Macatuba, senão perdia o emprego. Todos os dias ele telefonava pro hospital.

Um dia disseram que o transplante de pulmão tava marcado. O Gil foi até lá.  Na cirurgia tudo ocorreu bem e depois que ela acordou, eles estavam felizes, com o plano de casarem-se.

Ele voltou pro trabalho na sua cidade e um dia o Gil recebeu um telefonema do hospital. Era a Ana que tava falando :

_Eu recebi a alta, meu amor. Hoje de tarde eu chego na nossa cidade.

_Que felicidade, meu amor. Vou esperar você e agora vou ir pra igreja marcar o casamento.

6 da tarde tava caindo uma grande tempestade de raios na rodoviária de Macatuba.

A Ana desceu do ônibus e o Gil abraçou-a com o guarda-chuva na mão. Ela tinha roubado a carteira de cigarros de uma enfermeira, pegou um cigarro e disse : "Acende pra mim ?"

Quando ele acendeu o isqueiro, os trovões aumentaram e um raio fulminou-o, matando-o.

Algumas pessoas de Macatuba dizem que ouviram relatos de mulheres que foram acender um cigarro em alguma rua daquela cidade e ouviram uma voz masculina dizer : "Quer que eu acenda ?"

Dizem que, se a mulher responde : "Não, obrigado." Então essa mulher tem sorte no amor. Também dizem que, se a mulher não responde, ou responde de forma grosseira, ela perde seu namorado ou seu marido.

Dizem que uma mulher respondeu : "Acende." E, quando ela chegou em casa, a casa dela havia sido destruida num incêndio. source: https://medium.com/@assisagnaldo

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