Wiki Creepypasta Brasil
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Lendas e contos fantásticos sempre foram parte da cultura e do folclore brasileiro, isso não se pode negar. Mas alguns são mais peculiares que outros, contém mais características e, no geral, dão mais medo. Uma dessas lendas era muito comentada nas áreas rurais do estado de Minas Gerais, algo assustador que traumatizava a todos que o haviam encontrado pelo menos uma vez na vida devido aos seus métodos de aproximação e contato, algo tão perto mas tão longe da humanidade, que sempre esteve entre nós, mas nunca esteve em nossa frente. Todos buscam uma solução para esse mistério ao mesmo tempo que tentam se distanciar, pois têm certeza que, se acharem, morrerão.

E é nessa hora que a família de Cleiton brilha, conhecidos por caçarem lendas e mitos da região. Cleiton, com seu pai Fabrício, não tinham medo de nada, nem da própria morte... Ou pelo menos era isso que eles achavam. Preparavam-se, no final da tarde, para explorar a floresta próxima em procura "daquele cujo nome não deve ser pronunciado", o mais temido de todos os mitos e lendas, e tinham certeza que neste dia o achariam. Saíram de casa no pôr do sol, certos que poderia ser a última vez que veriam um sol se pondo. Ao chegarem na floresta, já havia anoitecido, a floresta, escura e desconhecida, poderia abrigar qualquer tipo de perigo para os dois, o frio da noite também contribuía para a tensão da procura. Não sabiam se já havia se passado minutos ou horas, estavam perdidos não sabiam para onde voltar, pela primeira vez sentiram um medo real, a morte nunca esteve tão próxima quanto naquele momento. Já estavam desistindo de procurar, achando que não passava de uma mentira... Até que Cleiton avista algo, do canto de seu olho. Virou-se para a direção do vulto e viu, braços e pernas longas, pele escamosa, uma boca que caberia facilmente duas pessoas. Estava em choque.

- P-Pai! Ali, o-o...

- O quê, filho? - Disse o pai.

- O-O Chupa-Cu!

Fabrício virou-se imediatamente para a direção do ser e, sem hesitar, atirou nele com sua espingarda. A aberração havia desviado, tinha reflexos incríveis, realmente tinha o poder para matar os dois aqui e agora. Quando percebeu que o tal chupa-cu havia desviado, Fabrício agarrou o braço de seu filho e correu em alta velocidade na direção contrária, buscando achar a saída da floresta. Enquanto corria, sentiu uma forte agarrada em sua perna, e não era de Cleiton, conseguia também sentir as escamas da aberração. O Chupa-Cu o puxou, com tanta força que só com a puxada já havia quebrado sua perna, e Cleiton viu uma das piores cenas de sua vida, o seu pai, quem o havia criado e o viu crescer, estava ali, na sua frente, sendo brutalmente morto por uma aberração da natureza. Pedaço por pedaço, o animal não tinha piedade, Cleiton não podia pensar tanto nisso e voltou a correr, sozinho, mas com a esperança que iria viver, também levando consigo a espingarda de seu pai para se defender. Cleiton estava cansado, mas já conseguia ver sua casa a partir de um ponto, mas o Chupa-Cu estava mais perto que a saída. Deu-lhe um tapa nas costas, Cleiton caiu no chão e, enquanto rastejava para trás, rapidamente deu um tiro no monstro, que desta vez não conseguiu desviar. Viu que ele tinha uma regeneração quase instantânea, era assustador, mas depois do tiro, a aberração se espantou, e voltou para a floresta.

Cleiton voltou para a sua casa, chorando e tremendo, e contou para a sua mãe o trágico fim de seu pai e que a história do Chupa-Cu era real. Semanas após a tragédia, Cleiton e sua mãe se mudaram, aquele lugar ficou conhecido como sendo amaldiçoado, pela aberração da floresta, o maldito Chupa-Cu. Mesmo depois do fim da humanidade, e da própria Terra, ele estará vivo, uma aberração que nunca devia ter existido, mas que existe, e sempre existirá, até o fim de todas as coisas.

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