Wiki Creepypasta Brasil
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Creepypasta em Avaliação




"Tudo tem um preço e pode ser negociável, mas se sua ansiedade falar primeiro, pode perder uma grande chance" Nunca entendi por que meu pai dizia isso...


Olá, me chamo Jhonatas, mas podem me chamar de MrMordeafoca.

Eu sou horrível em fazer histórias assustadoras, ou dar medo nas pessoas, já que sou mais do humor, sabe? Mas, mesmo assim eu tento, tento escrever histórias pra essa Wiki que mal conheço, tento ser reconhecido, e não é por que o "Acidente" ocorreu que vou parar. Bem, eu pensei que esse "acidente" daria uma ótima creepy, afinal, não é algo que nós pensamos muito.

Esqueça creepypastas de jogos, de criaturas horrendas e portais pra o Inferno, lá não é um lugar de sofrimento e dor física ou psicológica. Lá é um lugar onde a dor toca no seu espirito, algo que nenhum ser humano antes presenciou, algo que é impossível de se presenciar vivo. Calma, eu já irei contar o que existe por lá...

Após o fiasco da Creepypasta "Grupo dos 27" que postei aqui, decidi postar "Cleber The Killer", uma Trollpasta, usar meu dom humorístico pra algo que eu amava mais que o humor, e ainda assim, chamá-lo de "Creepypasta". Eu estava feliz por ter gente que gostou, mas ainda queria fazer uma real creepypasta, uma creepypasta assustadora. Incrívelmente e burramente, gastei dias da minha vida, trancado em casa, tentando criar uma creepypasta, mas nada de bom saía. Eu até pensei em fazer rituais pra contar minha experiência vividamente e talvez ganhar uma fama, mas pra mim, aquilo não valia a pena, se aquilo realmente fosse real, eu poderia estar indo pra um caminho sem volta. Foi então que, ironicamente, e burramente novamente, pensei em parar de comer e beber qualquer coisa, assim, isso me faria entrar em um estado tão imenso de dor e sofrimento, que poderia contar com detalhes um ataque de qualquer que seja o monstro que eu quisesse criar. Bem, todos sabemos que não podemos fazer isso, já poderia encadear males maiores pra minha vida... Eu não liguei. Por dias não comi e nem bebi nada, só não imaginava que por falta de costume, meu corpo entraria em estado vegetativo no segundo dia. Foi então que, morando sozinho, e por ser barulhento de mais, nenhum vizinho ligando pra minha presença ou não, que fui á óbito.

Acordei em um lugar comum, minha casa, nenhuma novidade. Achei que tudo ia bem, e só tinha desmaiado por um tempo, e segui andando. Percebi logo de cara que minha fome tinha passado, junto com minha sede. Eu então presumi que aquilo fosse um sonho, e tentei contar os dedos de minha mão, pois, em um sonho você não consegue contar seus dedos, assim como se você acender uma luz ela demorará pra acender totalmente. Eu percebi que eram 5 dedos, como todo o humano tem, e prossegui andando... Até sentir um frio subindo meu corpo. Frio, a única expressão humana que posso explicar isso, já que nada no nosso plano existencial explica esse sentimento. Senti algo como um calafrio, misturado com arrepio e um toque de algo extremamente "gelado" (Outra expressão humana que uso pra explicar isso) subindo todo o meu corpo.

Percebo que estou totalmente nu, mas sem meu tão precioso "órgão principal", o pênis. Começo a perceber que algo está errado, vou diretamente ao primeiro espelho que encontro e olho pra ele. Tem médicos levando o meu corpo, muitos vizinhos ao lado, que nunca se quer vieram falar comigo, gravando minha ida ao hospital. "É esse o nível de desrespeito que eles tinham sobre mim? Gravar minha morte, e tem alguns rindo de canto de boca?", foi então que a "ira" (EH : Expressão Humana) desceu sobre mim, e eu amaldiçoei a todos. Eu juro que eu disse: "Eu amaldiçoo a todos vocês, e que a fúria da terra e dos deuses paire sobre as suas cabeças", mas eu somente pensei: "Vão se foder". Após isso, fui "teletransportado" (EH) pra algum outro lugar, um lugar "escuro, úmido e pegajoso" (EH's), e olhando mais a "esquerda", e sim, até lados são diferentes nesse lugar, eu vi uma luz. Eu fui correndo até ela, e eu percebia que eu nunca chegava lá. Eu fui entrando em "pânico e desespero", e fui ficando mais... Esse sentimento eu passei 2 horas tentando arrumar algo que o substitua, mas não é possível. Tentei a palavra "fraco", mas é justamente uma palavra muito FRACA, e digo FRACA com Caps ativado, pra mostrar a intensidade de fraqueza dessa palavra comparada ao sentimento que senti. Eu fui ficando cada vez mais "assim" (O jeito que arrumei pra explicar, e não ajuda muito), até chegar num ponto em que, "poeiras" cósmicas saíram de mim. Elas já não aceitavam mais ficar em um ser tão afetado por "isso" (Outro jeito que arrumei pra explicar). Eu fui sentindo uma "dor" inexplicável, e então, ouvi uma risada. Uma risada de um amigo que ri de suas piadas, uma risada boa, uma risada benigna. Eu me perguntei com o pouco de "poeira" que me faltavam ainda ali. "Quem é você? O Diabo? Veio me julgar pra ver em que parte desse inferno eu fico? Fiz muito mal aos meus vizinhos?". Ele ri mais ainda, como se fosse uma piada, e me responde. "Eu sou Deus, meu tolo, e eu não te julgarei. Seu espírito lhe julgou. A parte boa de sua alma foi salva, mas, seu espírito... Ele amaldiçoou a todos naquele recinto". Eu senti um imenso "arrependimento", um sentimento ruim que batia no que sobrou de minha "poeira". Algo imensamente ruim chegava. Ele fechou a única saída daquele recinto, e ouvi algo andando naquela gosma toda. Ele me "devorou".

Tudo que irei dizer agora será difícil de entender, é algo que nenhum humano deve sofrer e nunca sofrerá enquanto vivo. Eu senti algo extremamente ruim e "doloroso", e essas são palavras fracas pra descrever. Até agora usei o "extremamente" justamente por ser mais extremo e exagerado, é o que chega perto de tudo isso, mas, agora, as palavras "ruim, extremamente e doloroso" são fracas, muito fracas. São tão fracas quanto um humano sofrendo a fúria de uma onde de 100 metros sobre a sua cabeça. São tão fracas quanto um rato tentando sobreviver sobre a força da cachoeira das "Cataratas do Iguaçu" sobre seu corpo. São palavras fracas pra explicar, e eu prefiro não voltar a sofrer aquilo nunca mais.

Após "anos", outra palavra fraca de mais pra descrever o tempo que aparentou eu ter passado lá, eu finalmente fui liberto. Eu fui liberto quando, enquanto aquilo me devorava, meu último pedaço de "poeira" cósmica iria pra o estômago, ou o que for, daquela fera, eu gritei, eu pedi com todas as minhas forças a redenção, a última chance, eu prometi algo mais precioso que meu espírito, algo que Deus havia me levado... Eu prometi a alma. Eu ouvi uma risada, dessa vez não era amigável, era mais como de um ladrão após levar sua grana toda, e está satisfeito. Eu sabia que eu tinha feito merda. Eu dei minha redenção a ele. Eu vendi minha salvação, e acordei numa maca, após negociar o que eu queria.

Eu poderia ter pedido mais do que a vida, e do que uma boa Creepypasta.

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